Professor A
Professor B
Professor C
Professor D
- falta de estímulo extra classe;
- carência na formação profissional;
- pouca troca de experiências entre os professores;
- limitação de recursos didáticos;
Professor E
-
falta de estrutura familiar no que tange os aspectos material, espiritual, psicológico , cultural e fundamentalmente os valores hoje divulgados pela mídia e assimilados por qualquer pessoa;
-
há uma banalização da educação, da ética e do respeito nas relações humanas.
-
há uma supervalorização da tecnologia em detrimento do ser humano. É claro que os avanços tecnológicos são imprescindíveis e cabe ao professor buscá-los para melhorar a metodologia de ensino e tornar as aulas mais
Professor F
Professor G
Professor H
-
O tempo que têm nas séries iniciais. Eles ficam muito tempo com apenas uma atividade. Penso que a partir da quarta série deveriam já ter trocas de períodos , mesmo que fosse com o mesmo professor , mas que trocasse as disciplinasa para irem se adaptando , porque chegam na quinta muito lentos.
Como são suas aulas?
Professor A
Primeiro: gosto muito do que faço. Acredito sempre na possibilidade de melhora. Minhas aulas são explicadas com a ajuda do quadro verde e usando o que se tem de concreto. Trabalho também com alguns jogos de memória, etc... E é nesta hora que sinto falta de um lugar mais amplo: (um ginásio) assim poderíamos realizar jogos com medidas, trabalhando com os números decimais... Sem uma estrutura adequada fica impossível realizar um trabalho fora da sala de aula sem que perturbe os demais. Mesmo assim, construímos momentos significativos, nossas descobertas e junto aos alunos construímos nossa história, dando um significado todo especial no dia-a-dia. Vivenciamos e socializamos o conhecimento, tornando o nosso trabalho significativo e prazeroso. Neste aprendizado (de ambas as partes), descobrimos o valor da amizade. Sejamos humildes para assumir nossas responsabilidades, espertos para consertar o resultado e sábios para incorporar o aprendizado.
Professor B
Proporciono aos alunos atividades variadas, como: testes, trabalhos, temas. Acredito que aprendem fazendo várias vezes, ou seja, praticando (faço muitos exercícios em aula, corrijo e tiro as dúvidas). Na medida do possível, auxilio particularmente os alunos com maiores dificuldades.
Professor C
As aulas são dialogadas, geralmente é feita atividades em grupo para melhor entendimento do conteúdo. Os alunos quando necessário usam a Internet para pesquisar e são realizadas experências no laboratório, onde observam na prática os assuntos tratados em aula.
Professor D
Não há um tipo de aula independente da turma e do conteúdo a ser desenvolvido. Mas quando inicio um conteúdo que trata de sociedades existentes em regiões distantes da "nossa", procuro localizar no mapa em primeiro lugar. Em seguida pergunto-lhes o que sabem sobre a sociedade que vamos estudar. Busco valorizar todas as impressões, pois percebo que são poucos os que emitem. Na maior parte das vezes faço comentários sobre tais impressões. Encaminho leituras e exercícios para fixar o que foi lido. Corrigimos em aula (quando há tempo, no próprio dia, caso contrário na aula seguinte).
Quando há material diversificado (filme, música) sobre o tema, trago para as aulas. No caso dos filmes, costumo solicitar a resposta das questões, previamente formuladas, em dupla para que os/as alunos/as troquem idéias e para que prestem atenção no trabalho proposto.
Também procuro relacionar as temáticas abordadas com questões atuais (exemplo: preconceito/tolerância; autoritarismo/democracia; individualismo/coletivismo;privilégios de poucos/conquistas de vários;...).
Professor E
Teóricas "expositivas" e quando consigo "explicativas".
Professor F
Tento fazê-las da melhor forma possível. Temos o apoio do livro didático com CD, porém não fico apenas com conteúdos do mesmo. Estendo o aprendizado aproveitando o cotidiano deles, como por exemplo, membros da família, lar, meio ambiente, gostos, preferências, cores, animais, frutas, alimentos, já que o livro nos dá suporte nas estruturas gramaticais e por extensão, trabalho o vocabulário que falta no livro, mas que estão presentes no dia-a-dia dos alunos, o que é bastante motivador. Trabalho com pequenos diálogos para mais tarde apresentar teatro.
Professor G
As aulas de ciências são expositivas-dialogadas, com poucas práticas. Enquanto as aulas de Gestão Ambiental são, basicamente, práticas no pátio, na horta ou nas proximidades da escola.
Professor H
Na maioria das vezes prática e algumas vezes teórica para explicação das regras.
Professor I
Procuro dar poucas atividades escritas , como textos, mais debates e reflexões, com interpretações orais. Em dia de provas solicito a troca com algum colega para que eles tenham mais tempo.
Você acha que na passagem da 4ª para 5ª série os alunos encontram dificuldades? Porque?
Professor A
Sim. Encontram porque na 4ª série, tem apenas um professor e na 5ª série são vários. Cito um exemplo: até a chamada por períodos eles perguntam quantas faltas tenho? "Faltei dois dias e tenho quatro faltas, como vou explicar em casa"? Mas para mim o mais difícil realmente é os alunos que chegam de uma 4ª série sem saber as quatro operações, e nem o seu nome escreve legível; é lamentável. Sabemos que alunos decepcionados com o aprendizado, (tornam-se repetentes duas ou três vezes a mesma série) ficam complexidos, caminham para o abando no dos estudos ficando à margem da sociedade. É um filho de Deus sem liberdade para prosperar mesmo não estando preso. É um prisioneiro por falta de conhecimento para que ele (aluno) possa também brilhar como os outros. Como já falei, um período é pouco e é meramente inviável para o professor de uma 5ª série com turmas imensas superar um aprendizado de primeira e segunda série se assim posso comparar.
Professor B
Sim, encontram dificuldades, principalmente por ser para eles uma série diferenciada da anterior (4ª série) em muitos aspectos, tais como:
Número de professores (um para cada matéria);
Principalmente porque na 4ª série são avaliados como um todo e chegando na 5ª série são avaliados por determinados conteúdos um a um, eles dizem "tem que passar em tudo".
Professor C
Sim, a maioria dos alunos encontra dificuldades em realizar trabalhos em grupo, são muito dependentes da ajuda dos professores durante as atividades, apresentam muita dificuldade de relacionamento, pela variedade de professores muitos esquecem de cumprir as tarefas como trabalhos e estudar para as provas. Há uma deficiência muito grande na leitura e interpretação de textos.
Professor D
Sim. Por tudo aquilo que já foi exposto nas respostas às questões 2 e 3.
Professor E
Porque o ensino desde o século 18 (Revolução Industrial) é "fragmentado".
Professor F
Sim. Pelo fato de não existir um "pré-preparo", digamos para que eles possam compreender tal mudança na vida escolar deles. E na minha opinião é uma mudança bem radical porque termina um ciclo e inicia outro de uma forma "estanque" sem preparo.
Uma sugestão:
Trabalhar os alunos da 4ª série e oferecer-lhes, um dia, aula com os cinco professores das disciplinas que eles estudarão na 5ª série, principalmente as que eles aindanão tiveram contato para que eles possam sentir a tal mudança. Não sei, é só uma sugestão!
Professor G
Acredito que muito das dificuldades encontradas por eles se deva a desorientação causada pela troca de um(a) por vários (as) professores (as), perdendo o referencial, que cuida e orienta quanto ao caderno, a letra, o intervalo e até o material que deve ser trazido na próxima aula, criando para a criança uma imagem maternalista ou paternalista, que deveria ser dos pais em casa, mas que os pais repassam para os professores, na maioria das vezes.
Professor H
Acredito que sim, pois até a 4ª são acostumados com apenas uma professora e um maior tempo para realização das tarefas e quando chegam na 5ª série se desorganizam levando algum tempo para se acostumar.
Professor I
Sim , pois como já disse , eles não estão acostumados ao ritmo de trocas e muitos professores. Também porque perdem aquele professor referência que tinham até então e que , com mais tempo de convívio , podia ter uma relação mais afetiva.Inclusive com suas famílias.
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